Your privacy on eXp
We use cookies to run this site and, with your consent, to measure how it is used so we can improve it. Accept, or customize your choice per category. Cookie Policy
Saiu ontem um número que devia estar afixado na parede de todas as equipas de luxo do país. O número de multi-milionários em Portugal cresceu, em cinco anos, mais depressa do que na China, nos Estados Unidos, em França, no Reino Unido e em Espanha. E, ainda assim, Lisboa aparece só em 15º lugar num ranking mundial de 47 cidades de luxo.
Já parou para pensar porquê? Eu parei. E a resposta não te vai agradar.
Os números que confirmam que há dinheiro a mais e posicionamento a menos
Uma das principais consultoras internacionais de referência, através do seu Índice Global de Cidades Prime, publicou esta semana dados que todo o agente de luxo devia decorar:
Em 2021, Portugal tinha 1.462 indivíduos com património líquido superior a 30 milhões de dólares, cerca de 26 milhões de euros.
Em cinco anos, esse número subiu 49,6%.
Este crescimento ultrapassa o da China, dos Estados Unidos, da França, do Reino Unido e de Espanha.
Lisboa cresce 3,4% ao ano em valor prime, mas fica atrás de Frankfurt, Berlim, Paris, Nova Iorque e Londres no ranking global.
O crescimento médio das cidades de luxo no mundo caiu para 2,0% homólogo. Menos de metade do que Lisboa já vinha a fazer sozinha.
Liam Bailey, diretor global de investigação da consultora, resume assim: "Portugal continua a ser um destino de interesse para os mais abastados e ainda tem uma margem considerável de crescimento." Traduzo eu, com 27 anos de mercado nas costas: há mais dinheiro a chegar do que agentes preparados para o receber.
Regra de Ouro: riqueza a crescer sem posicionamento à altura é oportunidade a fugir por entre os dedos.
Achas que isto é um problema do mercado? Não é. É um problema de quem está sentado à espera do telefone tocar em vez de ir bater à porta certa.
Porque é que 15º lugar não é motivo de orgulho
Cidades como Avenida da Liberdade já tocam os 12.000€/m² em obra nova. O investimento estrangeiro em Portugal bateu recorde em 2025, com 3,9 mil milhões de euros a entrar, mais 10% do que no ano anterior. Ora, se a riqueza cresce 49,6% e o preço reage, porque é que continuamos atrás de cinco cidades europeias e americanas no ranking?
Porque posicionamento não se compra, constrói-se. E a maioria da tua concorrência ainda está a angariar como se estivesse em 2015 (sem ofensa a quem começou comigo nessa altura, risos…).
O que fazes tu com um multimilionário que ainda não sabe que quer comprar em Lisboa?
Três perguntas para te fazeres já hoje:
A tua esfera de influência inclui algum contacto ligado a family offices, gestores de fortuna ou consultores fiscais que trabalhem com não residentes?
Já fizeste benchmarking à tua própria carteira contra o perfil de comprador que este relatório descreve?
Estás a comunicar em inglês, francês e mandarim com a mesma qualidade com que comunicas em português?
Se a resposta a duas destas três for não, já sabes onde está o teu 15º lugar pessoal.
O mercado deu-te o número. Portugal está a criar riqueza mais depressa do que grande parte do mundo desenvolvido. A pergunta não é se o dinheiro vem. É se vais estar posicionado quando chegar.