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Quando se analisa um projeto imobiliário, a atenção recai normalmente sobre os custos de construção, os custos financeiros ou o valor do terreno.
Mas existe um custo muito mais difícil de medir.
Um custo que raramente aparece nos orçamentos.
Um custo que não é visível nos relatórios financeiros.
O custo da fragmentação.
A indústria imobiliária continua a funcionar através de um modelo em que cada interveniente trabalha de forma relativamente autónoma.
O proprietário procura uma solução.
O arquiteto desenvolve um projeto.
Os engenheiros produzem especialidades.
Os investidores analisam a rentabilidade.
Os financiadores avaliam o risco.
Os construtores executam a obra.
Os comercializadores colocam o produto no mercado.
Embora todos façam parte do mesmo processo, nem sempre partilham a mesma visão.
O resultado é uma sucessão de decisões isoladas que frequentemente geram retrabalho, atrasos e desperdício.
Um projeto alterado em fase avançada.
Uma solução construtiva incompatível com o orçamento.
Uma exigência regulamentar não antecipada.
Um financiamento estruturado demasiado tarde.
Tudo isto representa custos invisíveis.
Segundo vários estudos internacionais sobre produtividade na construção, a falta de coordenação e integração continua a ser uma das principais causas de ineficiência do setor.
Num contexto de aumento dos custos de construção, exigências ambientais mais rigorosas e necessidade crescente de habitação, esta realidade torna-se ainda mais crítica.
O futuro não pertence aos modelos fragmentados.
Pertence aos ecossistemas integrados.
Aos modelos onde todos os intervenientes participam desde o início na construção da solução.
Porque quando existe integração:
Reduzem-se riscos.
Reduzem-se custos.
Reduzem-se prazos.
Aumenta-se a qualidade.
Aumenta-se a rentabilidade.
E cria-se mais valor para todos.
A verdadeira inovação do setor imobiliário não está apenas nos materiais ou na tecnologia.
Está na forma como as pessoas trabalham em conjunto.